Navio da Rússia suspeito de levar reatores nucleares à Coreia do Norte afundou misteriosamente, diz TV

O navio russo Ursa Major, em imagem de arquivo.
Yoruk Isik/Reuters
Um navio cargueiro da Rússia que afundou em condições misteriosas perto da costa da Espanha transportava materiais suspeitos de serem reatores nucleares para a Coreia do Norte , segundo uma investigação da rede de TV CNN Internacional divulgada nesta terça-feira (12).
A reportagem diz que fontes apontaram que a explosão pode ter sido provocada por uma operação militar de forças do Ocidente inédita para evitar que a Rússia transfira tecnologia nuclear a Pyongyang.
👉 O incidente ocorreu no fim de 2024, mas nunca foi detalhdo de forma pública, disse a rede de TV. A CNN afirma ter confirmado que aeronaves das Forças Armadas dos Estados Unidos sobrevoaram o navio algumas vezes.
Autoridades dos países supostamente envolvidas não haviam se manifestado sobre a investigação até a última atualização desta reportagem.
O navio
Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Coreia do Norte, Kim Jong-un, abraçam-se antes de reunião bilateral em Pequim, na China, em 3 de setembro de 2025.
Sputnik/Alexander Kazakov/Pool via REUTERS
O navio, chamado de Ursa Maior, era um cargueiro das forças russas. A embarcação navegava em águas internacionais a cerca de 96 quilômetros da costa da Espanha em 23 de dezembro de 2024 — dois meses após a Coreia do Norte enviar tropas para lutar ao lado da Rússia na Ucrânia — quando sofreu uma série de explosões e, na sequência, afundou.
O episódio foi registado pela imprensa internacional na ocasião, mas a causa da explosão nunca foi explicada ou nem mesmo relatada de forma pública, diz a CNN. Mas fontes da investigação que a Espanha ainda realiza sobre o caso afirmaram à rede de TV que o navio pode ter sido perfurado por um tipo raro de torpedo lançado por forças ocidentais.
À época, o governo russo alegou que o navio transportava guindastes para o porto de Vladivostok, além de equipamentos para quebrar gelo no mar. Mas não explicou por que ele estava perto da costa da Espanha.
Segundo as investigações às que a CNN diz ter tido acesso, a embarcação havia atracado no porto de Ust-Luga, no Golfo da Finlândia.
Após o navio afundar, países do Ocidente fizeram missões militares ao redor dos destroços, de acordo com a investigação. Só no último ano, aeronaves norte-americanas sobrevoaram a área duas vezes, e um navio espião russo também visitou a área uma semana depois do naufrágio, segundo disseram fontes da inteligência da Espanha à CNN.
Apenas o governo da Espanha se manifestou sobre o caso em um comunicado em fevereiro do ano passado. Na nota, autoridades espanholas afirmaram que o capitão do navio relatou que a embarcação continha “componentes para dois reatores nucleares semelhantes aos usados em submarinos”, mas que não sabia se o material continha combustível nuclear.
👉 O navio, fabricado em 2009, faz parte da frota da companhia Oboronlogistics, que tem contrato com o Ministério da Defesa da Rússia para operações de construções militares.
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Esta reportagem está em atualização.




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