• Manaus, 13/05/2026
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Pesquisa sobre medo do crime expõe avanço do poder paralelo no Brasil

Os Gatilhos da Insegurança”, divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)


Pesquisa sobre medo do crime expõe avanço do poder paralelo no Brasil Presid. Cimissão de Segurança Pública ALEAM/Foto Djalma Junior.

O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) repercutiu, nesta terça-feira (12/05), os dados da pesquisa “Medo do Crime e Eleições 2026: Os Gatilhos da Insegurança”, divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com o Instituto Datafolha. O estudo aponta que o crime organizado passou a disputar espaço de autoridade com o próprio Estado em diversas regiões do país.


Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o parlamentar afirmou que os números refletem a realidade vivida na Amazônia, marcada pela expansão das facções criminosas e pela fragilidade da presença estatal em áreas estratégicas.


“Estamos diante de uma mudança estrutural. O crime organizado deixou de atuar apenas de forma clandestina e passou a disputar território, impor regras de convivência e influenciar a rotina das pessoas. Isso é gravíssimo”, declarou.


A pesquisa mostra que 96,2% dos brasileiros têm medo de pelo menos uma situação relacionada à violência. Entre os maiores temores estão sofrer golpes pela internet ou celular (83,2%), ser roubado à mão armada (82,3%), morrer durante um assalto (80,7%) e ser vítima de bala perdida (77,5%).  


Outro dado destacado pelo deputado foi o avanço territorial das facções. Segundo o levantamento, 41,2% dos entrevistados afirmaram reconhecer a presença de facções ou milícias no bairro onde vivem.  


“No Amazonas, essa realidade é ainda mais sensível por causa das fronteiras internacionais, das rotas fluviais e das dificuldades logísticas. O crime organizado se territorializou na Amazônia e utiliza rios, comunidades isoladas e crimes ambientais como estrutura operacional”, afirmou Comandante Dan.


O estudo também revelou que 40,1% da população sofreu algum tipo de violência ou crime nos últimos 12 meses. Os casos mais frequentes foram golpes financeiros pela internet ou celular (15,8%), fraudes envolvendo aplicativos bancários e PIX (12,4%) e situações envolvendo bala perdida (9,7%).  


Diante do cenário, o deputado voltou a defender o fortalecimento das forças integradas de combate ao crime organizado, maior presença do Estado no interior do Amazonas, investimentos em inteligência e monitoramento fluvial, além da integração entre União, Estado e municípios dentro do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).


“O cidadão está perdendo a sensação de liberdade e segurança. Precisamos ocupar os territórios vulneráveis com presença permanente do Estado, inteligência e integração das forças de segurança”, concluiu.




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