Professor de jiu-jítsu é preso em Manaus durante investigação de crimes sexuais contra alunas
Carlos Vieira Holanda é investigado por suspeita de assédio, importunação sexual, estupro e estupro de vulnerável. Caso segue sob apuração da Polícia Civil e será analisado pela Justiça.
Carlos Vieira Holanda é investigado por suspeita de envolvimento em crimes de assédio/redes sociais A Polícia Civil do Amazonas prendeu, na manhã desta segunda-feira (6), o professor de jiu-jítsu Carlos Vieira Holanda, conhecido como "Esquisito". A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em Manaus.
A informação sobre a prisão foi divulgada nas redes sociais pela deputada estadual Alessandra Campelo (PSD), que acompanha o caso e tem atuado em defesa das vítimas. Em publicação, a parlamentar parabenizou o trabalho da Polícia Civil, do Ministério Público, do Poder Judiciário, da Procuradoria da Mulher e das jovens que denunciaram os supostos crimes.
Carlos Vieira Holanda é investigado por suspeita de envolvimento em crimes de assédio, importunação sexual, estupro e estupro de vulnerável contra diversas vítimas. Desde maio deste ano, ele era considerado foragido, e a Polícia Civil havia divulgado sua fotografia, solicitando o apoio da população para localizar seu paradeiro.
De acordo com a investigação conduzida pela Depca, o professor atuava como treinador de jiu-jítsu e é suspeito de utilizar a relação de confiança construída com atletas para praticar os supostos abusos.
Segundo os depoimentos reunidos durante o inquérito policial, o investigado oferecia carona às alunas e, durante o trajeto, as conduzia, mediante coação, para motéis, onde teriam ocorrido os crimes investigados. A polícia também apura denúncias de que atletas menores de idade teriam sido levadas para competições esportivas e supostamente oferecidas a patrocinadores.
As acusações são objeto de investigação policial e ainda serão submetidas à análise do Ministério Público e do Poder Judiciário. Até o trânsito em julgado de eventual condenação, o investigado tem assegurado o direito constitucional à presunção de inocência.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que outras possíveis vítimas podem procurar a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente para prestar depoimento e colaborar com o andamento do caso.




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